Marie Antoinette D'Anjou, resgatada pelo SOS Felinos em fevereiro de 2005, adotada por nossa webdesigner Claudia Porto

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Nessa seção, esclarecemos sobre doenças e mitos felnos, e daremos dicas de como cuidar melhor do seu gato. Informe-se, isso é posse responsável !!!

Apesar do nosso trabalho ser direcionado aos felinos, eventualmente resgatamos cães e outros animais, inclusive galinhas. Conheça aqui nossos resgatados, felinos ou não.

 

ATENÇÃO: Não respondo e-mails ou falarei ao telefone ANTES do nome do veterinário, nome da clínica, endereço e telefones serem informados

“Antes de falar sobre a ESPOROTRICOSE , esclareço que muitas pessoas ao tomarem conhecimento de meu trabalho de orientação e tratamento dos gatinhos com esporotricose, insistem em tentar “empurrar” animais com a doença. Mas eu NÃO tenho condições financeiras, tempo e nem espaço físico para absorver todos estes gatinhos, por favor, não insistam, pois estou além da capacidade. Infelizmente muitas pessoas irresponsáveis acham trabalhoso cuidar de animais doentes, e mais triste ainda, seus próprios animais. Além disso, 99% das ligações que recebo são pessoas com o intuito de “abandonar” e não ajudar os animais resgatados do SOS Felinos, e vale lembrar, que as pouquíssimas doações não cobrem nem 1/3 das despesas totais, por isso enfrento dificuldades para continuar este trabalho. Estou apenas à disposição para ORIENTAR sobre a doença, tratamento, etc.”. Rosely Bastos

 

O QUE É ESPOROTRICOSE

Sim, é uma doença, mas tem tratamento, tanto para humanos como para os animais. Atualmente temos verificado um grande número de animais (cães e gatos principalmente) infectados por uma zoonose, chamada de ESPOROTRICOSE. Infelizmente a doença só é detectada quando sinais evidentes como feridas pelo corpo, ou apenas uma pequena ferida geralmente no nariz, fica perceptível.
O mais grave, além da falta de informação dos proprietários de animais, é a indicação ERRÔNEA da eutanásia ou “amputação de membros”, que alguns veterinários vêm prescrevendo.   A FIOCRUZ é um órgão que gratuitamente, consulta o animal e o proprietário, caso necessário. Por isso, qualquer sinal de dúvidas marque uma consulta pelo telefone: 3865-9536 (Serviços de Zoonoses – IPEC – em Manguinhos, na Av. Brasil) ou procure um veterinário CAPACITADO para tal diagnóstico e tratamento.

VAMOS ENTENDER O QUE É ESPOROTRICOSE?

A esporotricose é uma doença causada pelo fungo SPOROTRIX SCHENKII e sem dúvida o reino vegetal constitui a maior fonte contágio, seja em meio à vegetação em si como em locais de pouca higiene, em áreas carentes e “lixões”. Em regiões de zonas temperadas e tropicais é grande a presença do fungo. Tradicionalmente o contágio ocorre através de ferimentos ao manusear vegetais ou terra infectada, havendo inoculação do fungo através do tecido subcutâneo. Estudos anteriores chamam a esporotricose de “doença roseira”, após as pessoas terem se ferido em espinhos infectados pelo fungo.
Esta doença em muitos casos merece atenção como uma “doença profissional”, pois é observado contagio por trabalhadores rurais, que lidam com solo e vegetais contaminados.
Na verdade, a esporotricose é na maioria das vezes uma infecção benigna, observada apenas na pele e tecido celular subcutâneo, e raramente pode disseminar-se para ossos e órgão internos. Embora nos gatos seja muito comum o comprometimento de órgãos vitais em determinado estágio da doença, quando do tratamento tardio. No caso dos humanos, pode ser raramente primariamente sistêmica, com início pulmonar.

SINTOMAS

Geralmente os sintomas começam com uma pequena lesão na pele que começa a inflamar e vira uma espécie de úlcera purulenta, uma ferida, chamado cancro esporotricótico. Quando não tratada as feridas se alastram por todo o corpo, e no gato, a doença pode ser fatal, pois na forma disseminada existe comprometimento do aspecto geral e órgãos vitais podem ser afetados. Já os seres humanos raramente morrem e igualmente podem aparecer pelo corpo, pequenos “pontos avermelhados tipo carocinhos” sugerindo picadas de insetos. Por enquanto a esporotricose só pode ser reconhecida depois que as primeiras feridas aparecem. Mas atenção, pois a fase inicial da doença pode ser facilmente confundida com um simples furúnculo ou abscesso. Aliás, devido ao seu grande polimorfismo, a esporotricose simula numerosas dermatoses como sífilis, leishmaniose, hanseníase, sarcoma, herpes simples, entre muitas outras. O diagnóstico laboratorial consiste em exame microscópico direto, cultura, testes sorológicos, histopatologia. Como por exemplo, recolher secreção sanguinolenta da ferida, secreção nasal ou saliva

Vamos entender...  O exame clínico, em que a doença é evidente a olho nu, exame de lâmina, em que já é possível perceber o fungo, e fechando o diagnóstico o TESTE DE CULTURA, em que será observado o crescimento do fungo, confirmando a doença sem dúvidas..

O QUE FAZER ?

Primeiramente, entender a doença e saber que é uma doença TRATÁVEL, além disso, é importantíssimo atitudes de responsabilidade do proprietário com o animal, evitando possível contaminação de outros animais e humanos.
A própria FIOCRUZ se pôs a disposição dos serviços de saúde para capacitação de profissionais como veterinários, por exemplo, que possam detectar e tratar a doença, além de promover campanhas educativas para que as pessoas não abandonem nem matem os animais após o diagnóstico da doença. Muitas pessoas simplesmente ao tomarem conhecimento da possibilidade de contaminação, mesmo com apenas uma pequena ferida inicial, querem imediatamente se desfazer ou sacrificar o animal. Tais pessoas é que deveriam ser “sacrificadas” caso fossem contaminadas!
Infelizmente também, o que tenho observado é uma classe médica – veterinária e/ou humana – totalmente amadora no que diz respeito a orientação e tratamento CORRETO da esporotricose, chegando ao cúmulo de recomendar eutanásia já no aparecimento de uma simples ferida ou nódulo... e muitas vezes induzindo ao diagnóstico de câncer, cometendo barbeiragens como cauterizar o nariz do animal e propondo até cirurgia de amputação (?). Portanto, CUIDADO.

Após anos de contato com animais doentes, alguns recuperados ou que vieram a óbito, faço aqui algumas observações: - as lesões no nariz tem muita vezes difícil cicatrização / - atenção com a imunidade do animal /  - cada animal reage de forma diferente a medicação / - durante o tratamento, que pode ser longo, pode ser observado os “altos e baixos” da doença.

Gatos NÃO castrados que vão as ruas... ASSIM é feita a disseminação da doença.  Mexem em lixos e brigam com outros gatos..

OBS: Não faço referência a TODOS os veterinários, mas apenas alguns e aqueles sobre os quais recebo denúncias.  Errar é humano, mas a medicina veterinária é como a medicina humana, é necessário um constante aprendizado e interesse.  Toda profissão tem o bom e o mau profissional.    

MEDICAMENTOS USADOS:

* todos podem promover efeitos colaterais, é preciso ter atenção e cautela quanto ao uso, observando a dosagem correta, e se necessário usar com outros fármacos, como vitamina (Mercepton, etc) ou antibióticos (.....).

* Itraconazol: de todos é o que comumente responde melhor ao tratamento, pode ser na maioria das vezes, muito bem tolerado.
* Cetoconazol: pode ser usado também e não deve ser descartado como possibilidade de tratamento..
* Terbinafina:Cloridrato: pode inibir o crescimento de uma variedade de fungos, mas muitas vezes pode apenas atuar na fase bem inicial.
* Iodeto de potássio:pode ser muito tóxico, mas tem sido usado em conjunto com o itraconazol para melhor cicratização das feridas persistentes do nariz.

ATENÇÃO: Estes medicamentos NÃO são injetáveis.  Portanto fique atento se o seu veterinário está fazendo alguma medicação injetável alegando ser o “tratamento” para a doença, QUESTIONE.  Muita atenção!

Observações:

1) O Itraconazol* pode ser manipulado em micro cápsulas, mas procure uma farmácia CONFIÁVEL (podemos indicar aqui no RJ), pois algumas fazem verdadeiras cápsulas de farinha. O itraconazol é “granulado”, não “pó”.

2) A falta de apetite pode ser um grande problema para o animal, já debilitado pela doença, por isso ao ocorrer este ou outro efeito colateral deve-se imediatamente suspender a medicação, até a normalização dos sintomas. Alguns animais, no entanto, podem tolerar muito bem o tratamento.

3) A cura da esporotricose em humanos é simples, apenas procure um profissional capacitado caso verifique ferida(s) de difícil cicatrização após ter sido arranhado ou mordido. Infelizmente algumas pessoas procuram médicos que desconhecem totalmente a doença ocasionando a evolução da mesma.

4) Principalmente a classe médica veterinária deveria procurar CAPACITAÇÃO quanto ao diagnóstico e tratamento da esporotricose, é muito fácil, basta procurar informações. Isso evitaria que 90% dos casos fossem encaminhados a Fiocruz, que está inclusive demorando no agendamento das consultas, pois a procura é enorme. E animais com a doença precisam de tratamento imediato.

5) Aqui no Rio de Janeiro posso indicar farmácias de manipulação confiáveis.

RECOMENDAÇÕES AO RESPONSÁVEL PELOS GATOS COM ESPOROTRICOSE:

* Isolar os gatos suspeitos ou doentes de outros animais, mantendo-os dentro da residência, pois indo as ruas podem disseminar muito mais a doença e não tomarem regularmente a medicação.

* Procurar manusear o animal com cuidado e se possível com luvas de látex e após o uso, lavar as luvas com água e sabão (medidas básicas de higiene são IMPORTANTÍSSIMAS). Evite arranhaduras e mordidas, mas caso isso aconteça CALMA, não é fim do mundo, apenas fique atento se surgir alguma ferida que não cicatriza.

* Desinfetar o ambiente com água sanitária ou cloro.

* Não dar leite JUNTO com o remédio (itraconazol ou outro). No caso de derivados como yogurte, requeijão, danoninho, etc, pode ser oferecido com o remédio misturado ao alimento se for a única maneira do animal tomar a medicação. Se o animal for acostumado a tomar leite, o mesmo pode ser oferecido com um intervalo de pelo menos 4 horas da tomada do remédio. (Por que não dar leite junto com o remédio? Pois o remédio tem pH ácido que pode ter sua absorção alterada ao ser ingerido junto com leite, no caso dos derivados, eles tem menor quantidade de lactose).

* A duração do tratamento é prolongada e variável.

* Nunca interromper o tratamento sem autorização do médico veterinário. As feridas podem fechar, mas não significa que o animal já está totalmente curado.

* Caso o animal apresente diminuição do apetite, vômito ou diarréia freqüente, entrar em contato com o veterinário e suspenda o remédio imediatamente.

* Não faltar as revisões agendadas.

* Seguir todas as orientações dos veterinários da Fiocruz ou veterinário capacitado sobre tratamento e manejo.

* Em caso de óbito não enterrar o animal em qualquer lugar, de preferência faça opção de cremação, a Fiocruz pode orientar.

* NÃO ABANDONE SEU ANIMAL DOENTE, TRATE-O!

Evite que seu animal saia as ruas, ESTERILIZE / CASTRE !

KERALA
É um caso especial, pois devido a um “rasgo” na altura da metade da perna, onde seria o “joelho”, houve a contaminação da esporotricose. Sendo assim, o tratamento dela parece não ter fim, pois não fecha naturalmente o ferimento da perna, já que o local não permite, e conseqüentemente, o fungo não é eliminado totalmente.

Gatinha Kerala, em tratamento na FIOCRUZ, sob os cuidados do SOS Felinos

em julho de 2006, ainda em tratamento, mas muito melhor

LINDA
Teve o nariz “dilacerado” pela esporotricose, a primeira que tratei e já curada. As fotos não mostram o estado em que foi resgatada.

Gatinha Linda, em fase final do tratamento, sob os cuidados do SOS Felinos

em julho de 2006, curada após o tratamento

BOY GEORGE
Abandonado cheio de feridas e sangrando, feito exame, foi comprovada esporotricose. Hoje após tratamento está lindo e curado.

PAPAI
Tal ferimento foi confundido com “tumor”, mas o exame comprovou esporotricose. Está em tratamento, mas já é visível a cura.

PERNINHA
Também houve dúvida quanto ao diagnóstico no primeiro momento, mas comprovada a doença, foi iniciado o tratamento. Hoje, quase curada.

TIGRADINHA
Parece difícil acreditar, mas em alguns gatos a doença evolui quase que da noite para o dia. A gatinha está em tratamento.

BRETINHO
Infelizmente resgatado já em estágio avançado e muito debilitado. Houve suspeita de comprometimento de órgãos vitais ou alguma outra doença felina grave. Não respondeu ao tratamento e cuidados especiais, veio a óbito.

Algumas outras fotos:

*** Campanha do ELÁSTICO contra a esporotricose***

Símbolo da campanha do SOS Felinos, foi morto pelo CCZ de Goiânia

 

CONTATO:

Rosely (21) 9962-1526


sosfelinos@yahoo.com.br